Pelo Baixo
Alentejo com 18 concelhos como Região Administrativa!
A AMORBA é
uma instituição!
Esta sigla
pode ser descodificada como “Amor ao Baixo Alentejo”, o lema que nos inspira.
A Associação
Movimento Pró-Região Administrativa BAIXO ALENTEJO, com 18 concelhos, está
institucionalizada obedecendo a todos os requisitos legais. Participámos no
Congresso da Amalentejo em Tróia no dia 2 de Abril de 2016. Este Congresso foi generoso connosco cedendo
a palavra aos dois representantes da AMORBA, apesar das nossas diferenças,
gesto importante que agradecemos. Com efeito, nós fomos as vozes discordantes
numa imensa unanimidade dos representantes da Amalentejo. Esta associação
defende uma só região alentejana, enquanto a AMORBA não vê qualquer vantagem
numa região vastíssima, quase um terço do território nacional, e defende o
Baixo Alentejo. Ambas as associações estão de acordo quanto à necessidade de
haver regiões administrativas no continente. Ambas primam certamente pelo seu
amor a Portugal e a todo o Alentejo. Só que nós, os da AMORBA, fazemos questão
de ressaltar a nossa diferença específica, sobretudo no que diz respeito ao
Baixo Alentejo, ao vê-lo como futura região administrativa com seus 18
concelhos: os 14 concelhos do distrito de Beja e os 4 concelhos
baixo-alentejanos que ainda se encontram no distrito de Setúbal. Olhemos para
os mapas um pouco mais antigos e recuperemos a imagem e a harmonia do Baixo
Alentejo. Afirmamos isto pela positiva, sem sermos contra ninguém. Assumimos a
nossa existência naturalmente na unidade do Baixo Alentejo interior com o Baixo
Alentejo litoral, a que alguns hoje em dia chamam Alentejo Litoral. Partes do Baixo Alentejo litoral (Sines,
Santiago, Grândola e Alcácer) não se poderão furtar à chamada, uma chamada
histórica baseada na sua identidade histórico-geográfica e cultural, nunca
apagada por Setúbal e que não poderá ser diluída por Évora, que não tem, mas
gostaria de ter mar. Posto isto, “o Alentejo” não é um dado adquirido, ao
contrário do que muitos possam pensar. Há Alentejos como há Beiras. Não cremos
numa só região Alentejo que, como já se viu, só serviria os interesses
hegemónicos de Évora. Já chega de açambarcamento de instituições por Évora.
Basta !!! Um só Alentejo seria uma espécie de Bélgica em termos de Km2. Ora,
nós estamos convencidos de que se administra melhor uma região com 18
concelhos, com história própria, cultura própria – pense-se, por exemplo no
Cante alentejano que é fundamentalmente do Baixo Alentejo (e aqui, atenção,
nada de usurpações, nem de cassetes-pirata !!!) - do que uma região com quase
50 concelhos e capital em Évora. Temos, certamente, alguns traços culturais
comuns com o Alto Alentejo, mas constituímos, no fundamental, uma forte
alteridade. O polinucleado proposto por alguns falhou em toda a linha e hoje os
factos falam mais alto. Assistimos a uma mononucleação institucional em Évora,
“levam para lá tudo”, vox populi dixit, e o que para lá vai, de lá tarde ou
nunca sai. Propor uma só região polinucleada e sem uma capital, não faz
qualquer sentido. Qualquer região ou país tem de ter uma capital, mesmo
privilegiando a descentralização, a desconcentração e o fomento do
intermunicipalismo. Neste momento, o Baixo Alentejo é uma verdadeira colónia.
Somos contra um desenvolvimento em que para uns serem qualquer coisa, outros
tenham de deixar de ser ou de prescindir do pouco que já têm. O Baixo Alentejo
não existe no actual Orçamento Geral do Estado. Vergonha para quem é responsável
por isto !!! A AMORBA deseja que todos vão para a frente, que todos se
desenvolvam, que ninguém fique para trás ou seja excluído. Não queremos mandar
em ninguém, mas também não queremos ser mandados por ninguém. Sem querermos
politizar, a luta de classes começa no marco regional e na definição correcta do
seu formato. Contem, pois, connosco para o diálogo franco, aberto, leal, sem
preconceitos. Vamos fazer-nos à estrada nos 18 concelhos com tempo, no litoral
e no interior do Baixo Alentejo, na nossa região, na nossa terra. Nós somos do
Baixo Alentejo. Não somos do Alentejo Central nem do Norte alentejano, embora
também seja bom ser de qualquer dessas regiões ou das restantes regiões
portuguesas. Uma região administrativa do Baixo Alentejo será melhor para os
residentes, para as outras regiões, a começar pelo resto do Alentejo, e para
Portugal. Divisionismo? Só reclamamos a integridade e soberania regional do
povo do Baixo Alentejo! Deixem-nos, portanto, decidir em paz aquilo que
queremos nos 18 concelhos e não se metam nos nossos assuntos. Não têm
legitimidade para tal. O voto cidadão é que
há-de decidir este magno assunto, se necessário, em referendo. E
enquanto não houver regionalização, vale o artigo 291º (distritos) da
Constituição da República Portuguesa. O resto são ilusões voluntaristas.
Luciano
Caetano da Rosa
Presidente
da Direcção Executiva da AMORBA
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