Horas certas

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Pelo Baixo Alentejo com 18 concelhos como Região Administrativa!

Pelo Baixo Alentejo com 18 concelhos como Região Administrativa!

A AMORBA é uma instituição!

Esta sigla pode ser descodificada como “Amor ao Baixo Alentejo”, o lema que nos inspira.
A Associação Movimento Pró-Região Administrativa BAIXO ALENTEJO, com 18 concelhos, está institucionalizada obedecendo a todos os requisitos legais. Participámos no Congresso da Amalentejo em Tróia no dia 2 de Abril de 2016.  Este Congresso foi generoso connosco cedendo a palavra aos dois representantes da AMORBA, apesar das nossas diferenças, gesto importante que agradecemos. Com efeito, nós fomos as vozes discordantes numa imensa unanimidade dos representantes da Amalentejo. Esta associação defende uma só região alentejana, enquanto a AMORBA não vê qualquer vantagem numa região vastíssima, quase um terço do território nacional, e defende o Baixo Alentejo. Ambas as associações estão de acordo quanto à necessidade de haver regiões administrativas no continente. Ambas primam certamente pelo seu amor a Portugal e a todo o Alentejo. Só que nós, os da AMORBA, fazemos questão de ressaltar a nossa diferença específica, sobretudo no que diz respeito ao Baixo Alentejo, ao vê-lo como futura região administrativa com seus 18 concelhos: os 14 concelhos do distrito de Beja e os 4 concelhos baixo-alentejanos que ainda se encontram no distrito de Setúbal. Olhemos para os mapas um pouco mais antigos e recuperemos a imagem e a harmonia do Baixo Alentejo. Afirmamos isto pela positiva, sem sermos contra ninguém. Assumimos a nossa existência naturalmente na unidade do Baixo Alentejo interior com o Baixo Alentejo litoral, a que alguns hoje em dia chamam Alentejo Litoral.  Partes do Baixo Alentejo litoral (Sines, Santiago, Grândola e Alcácer) não se poderão furtar à chamada, uma chamada histórica baseada na sua identidade histórico-geográfica e cultural, nunca apagada por Setúbal e que não poderá ser diluída por Évora, que não tem, mas gostaria de ter mar. Posto isto, “o Alentejo” não é um dado adquirido, ao contrário do que muitos possam pensar. Há Alentejos como há Beiras. Não cremos numa só região Alentejo que, como já se viu, só serviria os interesses hegemónicos de Évora. Já chega de açambarcamento de instituições por Évora. Basta !!! Um só Alentejo seria uma espécie de Bélgica em termos de Km2. Ora, nós estamos convencidos de que se administra melhor uma região com 18 concelhos, com história própria, cultura própria – pense-se, por exemplo no Cante alentejano que é fundamentalmente do Baixo Alentejo (e aqui, atenção, nada de usurpações, nem de cassetes-pirata !!!) - do que uma região com quase 50 concelhos e capital em Évora. Temos, certamente, alguns traços culturais comuns com o Alto Alentejo, mas constituímos, no fundamental, uma forte alteridade. O polinucleado proposto por alguns falhou em toda a linha e hoje os factos falam mais alto. Assistimos a uma mononucleação institucional em Évora, “levam para lá tudo”, vox populi dixit, e o que para lá vai, de lá tarde ou nunca sai. Propor uma só região polinucleada e sem uma capital, não faz qualquer sentido. Qualquer região ou país tem de ter uma capital, mesmo privilegiando a descentralização, a desconcentração e o fomento do intermunicipalismo. Neste momento, o Baixo Alentejo é uma verdadeira colónia. Somos contra um desenvolvimento em que para uns serem qualquer coisa, outros tenham de deixar de ser ou de prescindir do pouco que já têm. O Baixo Alentejo não existe no actual Orçamento Geral do Estado. Vergonha para quem é responsável por isto !!! A AMORBA deseja que todos vão para a frente, que todos se desenvolvam, que ninguém fique para trás ou seja excluído. Não queremos mandar em ninguém, mas também não queremos ser mandados por ninguém. Sem querermos politizar, a luta de classes começa no marco regional e na definição correcta do seu formato. Contem, pois, connosco para o diálogo franco, aberto, leal, sem preconceitos. Vamos fazer-nos à estrada nos 18 concelhos com tempo, no litoral e no interior do Baixo Alentejo, na nossa região, na nossa terra. Nós somos do Baixo Alentejo. Não somos do Alentejo Central nem do Norte alentejano, embora também seja bom ser de qualquer dessas regiões ou das restantes regiões portuguesas. Uma região administrativa do Baixo Alentejo será melhor para os residentes, para as outras regiões, a começar pelo resto do Alentejo, e para Portugal. Divisionismo? Só reclamamos a integridade e soberania regional do povo do Baixo Alentejo! Deixem-nos, portanto, decidir em paz aquilo que queremos nos 18 concelhos e não se metam nos nossos assuntos. Não têm legitimidade para tal. O voto cidadão é que  há-de decidir este magno assunto, se necessário, em referendo. E enquanto não houver regionalização, vale o artigo 291º (distritos) da Constituição da República Portuguesa. O resto são ilusões voluntaristas.

Luciano Caetano da Rosa

Presidente da Direcção Executiva da AMORBA

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