Um impulso reforçado com mais acesso e visibilidade via internet, fb ou correio eletrónico. Em ano eleitoral, à medida que o tema da regionalização do continente retoma as agendas políticas quer por parte da Assembleia da República (Ex. Relatório Cravinho, a publicar em Julho p.f.) quer por parte dos Partidos Políticos com assento na Casa da Democracia, a AmorBA-Associação Movimento Pró-Região Administrativa do Baixo Alentejo sente que as tarefas que lhe estão estatutariamente cometidas começam a dar um salto qualitativo e quantitativo visando atingir neste ano mais concidadãos e um novo patamar de intervenção cívica ativa que vem desenvolvendo desde a sua constituição em 2015.
Motiva-nos na AmorBA um acentuado amor à nossa terra, à nossa cultura e às nossas gentes pensando em especial nas futuras gerações que aqui irão nascer, estudar, trabalhar, residir ou mesmo morrer ligados umbilicalmente ao Baixo Alentejo na matriz que o Alentejo é, oferecendo-nos motivos de honra e orgulho.
A AmorBA não é exclusiva de baixo-alentejanos mas antes, inclusiva de todos os portugueses continentais e insulares que reconhecem o direito à livre formação e expressão da vontade genuína das populações locais. É este o grande princípio de solidariedade que nos une na AmorBA. Consequentemente, a AmorBA é solidária com as associações e movimentos congéneres que no continente se queiram constituir por iniciativa popular, disponibilizando e oferecendo a quem nos solicitar a experiência entretanto adquirida e, a profunda vontade de colaborar em rede com outros territórios, na densificação das unidades homogéneas regionais. As bases têm o direito a ser escutadas pelos poderes partidários e poderes técnico- políticos e de avaliar ou até de rejeitar qualquer proposta para referêndum elaborada por uma qualquer Comissão, ad hoc.
Pelo quarto ano consecutivo, a AmorBa irá estar presente em 2019 no extraordinário certame de economia e cultura a ter lugar no fins de Abril, com a marca OVIBEJA onde já recolheu mais de um milhar de simpatizantes e algumas centenas de aderentes a este Movimento de intervenção sociopolítica e onde poderá receber quem, visitando a feira, nos deseje contactar pessoalmente a AmorBA. Diversos outros movimentos têm nascido – e morrido – no Alentejo e, em particular no Baixo Alentejo. Todos são bem-vindos porque a cada cumpre pugnar pelos interesses das populações locais e ser a favor da Democracia. Apesar de defeituosa, só a Democracia assente na liberdade individual e coletiva, permitirá a felicidade máxima dos Povos.
O Baixo-Alentejo unitário, cultural, geograficamente delimitado e historicamente localizado e densificado com uma História própria, no seio da História de Portugal, pelo qual pugnamos enquanto Autarquia Região Administrativa a instituir em concreto, em simultaneidade com as demais autarquias regionais no continente de acordo com a previsão constitucional do Poder Local Democrático, arto 325o e ss da CRP/76, eleitas por sufrágio universal, direto e secreto, dotada de personalidade jurídica e dispondo de órgãos próprios (um deliberativo – a Assembleia Regional e outro executivo – a Junta Regional - com atribuições e competência legalmente atribuídas por Lei reforçada, com uma área superior a 13 000 Km2, uma população superior a 200 000 residentes deverá integrar territorialmente, se esta for a sua vontade, a referendar localmente, os dezoito concelhos tradicionais do Baixo Alentejo, saindo catorze do distrito de Beja e quatro do distrito de Setúbal.
Recorde-se que os portugueses em 1998 optaram maioritariamente por não comparecer à chamada a fim de referendar o Mapa das Autarquias Regiões Administrativas no continente que lhes era proposto tornando a consulta ao Povo inconclusiva e não vinculativa sendo certo que, de acordo com os votos validamente expressos, resultou vencedor o “NÃO” ao modelo sufragado à escala do continente, sendo de salientar o “SIM” favorável ao Baixo-Alentejo, enquanto Autarquia Região Administrativa a instituir em concreto e em simultâneo com as demais no continente. É expectável que numa segunda consulta o Povo continue a defender o “SIM” à nossa Autarquia Regional sendo óbvio que o Baixo-Alentejo é uma das regiões do continente que mais tem sido prejudicada com esta política do silêncio e do protelamento. Não continuaremos no Baixo-Alentejo, por isso, a pactuar com este silêncio ensurdecedor e injusto que tanto iria prejudicará as gerações futuras! Como tem prejudicado as atuais! Basta!
Évora vai no sentido de se converter numa imensa metrópole mas, nem por isso, é adversária de Beja, como Lisboa não o é nem o Porto. Cada região tem as suas potencialidades e seu destino socioeconómico, histórico e cultural. Temos um Baixo-Alentejo uno e único, com uma costa marítima fabulosa, com recursos endógenos gigantescos, superfície arável, abundância de água retida, um aeroporto civil, uma rede impar de regadio etc. e uma população que deseja crescer, inverter o ciclo de depauperamento económico do interior, densificar as suas populações com aumentos de natalidade, rejuvenescendo e multiplicando o número de famílias e dando sentido de vida, de bem-estar e de felicidade às novas gerações, dotando-as de novas oportunidades de estúdio e de emprego ou afastando os obstáculos sociais que, em termos gerais, dificultem a formação e a educação de pessoas e trabalhadores e a formação das famílias.
Há, talvez quem, por motivos político- partidários, por razões económicas ou de outra natureza pessoal defenda ativamente uma única Autarquia Região Administrativa para todo o Alentejo, com capital em Évora, operando com conceitos do tipo “região polinucleada” ou a quebra da “unidade dos alentejanos”, o que de modo algum está em causa com a regionalização do Alentejo. A candidatura de Évora a capital da cultura europeia dentro de dez anos permite antever a grandiosidade desta urbe num futuro a médio – longo prazo que fará dela uma grande cidade ambicionando vir a ser, a menos que Beja e Portalegre lancem o seu grito de afirmação, uma enorme área urbana – a grande Metrópole do Sul - ombreando com as Metrópoles do Porto e de Lisboa mas reduzindo à insignificância administrativa aquelas duas cidades. Não se trata de um cenário inverosímil, pelo contrário, sendo por isso megalómano e concentracionário, transferindo-se o macrocefalismo do Terreiro do Paço para a Praça do Giraldo e correndo-se o risco da necessidade de novo processo desconcentracionário, angustiante desde já, a ser acionado pelas futuras gerações de alentejanos desde vez da Área Metropolitana de Évora para as cidades periféricas de Beja e de Portalegre. Intui-se pois a nossa proposta de regionalização para o Alentejo.
Texto aprovado em Assembleia Geral da AmorBA, de 22.03.2019